A cruz e sua sabedoria
Neste mês de setembro, mês da Bíblia, rezamos com a toda a Igreja pela nossa relação com toda a criação.
07 de setembro de 2025
23º Domingo do Tempo Comum
Dia da Pátria
Evangelho.
Lc 14,25-33
Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”
Meditação.
Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14, 26)
{Mês da Bíblia}
Setembro é conhecido como o “Mês da Bíblia”, uma tradição que visa a instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e a aproximar a Bíblia do povo. A Palavra de Deus é considerada a verdadeira luz que guia nosso caminho, o alimento que nos sustenta, o fogo que alimenta nossa fé e a força que une a comunidade e a família. Durante o Mês da Bíblia, é uma oportunidade especial para estudar um livro ou tema bíblico, convidando todas as pessoas que apreciam o estudo da Palavra de Deus. As paróquias e comunidades em todo o Brasil promovem um itinerário de estudos.
A cada ano, é escolhido um livro ou parte dele para ser estudado, rezado e refletido, a fim de nos levar ao encontro com Jesus-Mestre. Neste ano de 2025, a Carta aos Romanos foi selecionada para aprofundamento, com a inspiração “A ESPERANÇA NÃO DECEPCIONA” (cf. Rm 5,5). A escolha desse livro e do lema visa a aprofundar a temática do Ano Santo da Encarnação de Jesus Cristo (há 2025 anos): “Peregrinos da Esperança”.
Celebrar o Mês da Bíblia nos ajuda a familiarizarmo-nos cada vez mais com o texto sagrado, não apenas através da leitura litúrgica, mas também em nossas leituras pessoais, meditações, círculos bíblicos e grupos de reflexão que enriquecem a Igreja, alimentando-a com a Palavra de Deus. Assim, reconhecemos que o Espírito de Deus não apenas inspirou os autores sagrados a escreverem esses livros, mas continua permanentemente inspirando a Igreja e os fiéis quando lemos essas obras.
A Carta aos Romanos é considerada de autoria paulina, mas atualmente é aceito que ela possa não ter sido escrita diretamente por Paulo, mas por um discípulo seu ou por um membro importante da comunidade de Roma. Assim, a datação da carta fica incerta. Os biblistas que concordam com a autoria de Paulo afirmam que foi redigida em Corinto entre os anos 55 e 58 d.C., antes de sua terceira e última viagem missionária. Os biblistas que duvidam da autenticidade da autoria paulina datam-na antes da morte de Paulo (62-63 d.C.) ou logo após sua morte, entre 62 e 65 d.C.
A carta é direcionada aos romanos (Rm 1,7). Esta comunidade não foi fundada por Paulo nem era conhecida por ele. Não há informações precisas de quando o movimento de Jesus chegou a Roma. A carta parece dirigir-se aos judeus, possivelmente com a intenção de persuadi-los a acolher os gentios.
Aproveite a oportunidade e conheça a Carta aos Romanos! Durante este mês de setembro, leia a carta, medite, reflita sobre o contexto, participe de um grupo de estudo em sua paróquia e caminhe junto com a Igreja, o Corpo de Cristo, aprofundando sua fé. A cada domingo, será proposto um tema para reflexão e crescimento que colocaremos aqui. Texto este que será extraído do folheto Celebrar.
Eliani A. Araujo Costa (Campo Belo)
GRUPO SHEMAH – Serviço de Animação Bíblica (SAB) Paulinas
(VAMOS AGORA REFLETIR À LUZ DA PALAVRA NA QUAL A LITURGIA DESTE DOMINGO NOS CONVIDA: Lc 14,25-33)
"QUEM NÃO CARREGA A SUA CRUZ E NÃO VEM APÓS MIM, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO." (Lc 14,27)
Eram muitos os que procuravam Jesus. Pelo seu jeito de ser, pelas suas palavras, pelas curas que fazia. Ele deixa claro que sua proposta é mais ampla; não é apenas um pregador. Propõe a todos uma mudança radical de vida, confiança absoluta nele e disposição para aceitar dificuldades. Por isso mesmo, temos de pensar nas consequências e decidir se queremos seguir ou não para sempre.
O texto do Evangelho que nos é apresentado através da liturgia de hoje mostra-nos que as condições para seguir a Jesus vêm marcadas por palavras fortes, que questionam e nos fazem, por muitas vezes, desanimar frente ao seguimento do Mestre. Note que Jesus disse: "Se alguém vem a mim". Isso mostra que a atitude é livre e a pessoa faz a opção.
Devemos ter presente que o evangelista Lucas escreve na qualidade de conhecedor das lutas internas das comunidades, das perseguições dos judeus, e já estava próximo da perseguição romana. Aqui não se trata de abraçar a renúncia por ela mesma, mas sim, porque essa atitude nos liberta para servir melhor ao Mestre Jesus. Há coisas que nos afastam de Deus, e essas coisas nem sempre são as mais importantes para a nossa vida. Elas são boas, legítimas, mas devem ficar em segundo plano diante do chamado de Jesus.
As condições propostas para seguir a Jesus são apresentadas com as seguintes palavras: "Se alguém vem a mim e não me ama mais que a seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo". Fica claro que a família deve ser relativizada quando se trata de seguir a Jesus. Pode parecer uma linguagem dura e difícil de ser cumprida, mas Jesus não despreza o amor pela família. Ele lembra que a prioridade deve ser dada a Deus, conforme manda o primeiro dos Dez Mandamentos.
Meus irmãos e irmãs: Jesus não quer discípulos que decidem segui-lo sem mais nem menos. Ele não pede a mesma coisa a toda a gente, mas a cada um Ele pede para segui-lo em função dos seus carismas. Então, a palavra de hoje é-nos dada para nos despertar e, ao mesmo tempo, para nos encorajar. Aqueles que, apesar de tudo e contra tudo, continuam a dar um lugar importante em sua vida a Jesus têm razão. O Evangelho de hoje é um convite urgente a mantermos a nossa fé, por mais que isso custe! Pois, “Quem não toma a sua cruz para me seguir, não pode ser meu discípulo.”
Sendo hoje o dia em que comemoramos a Independência do Brasil, nossa amada pátria. Peçamos ao Pai Celestial, para que olhe com bondade para nós, brasileiros, e fazei com que o nosso país cresça como terra de fraternidade, de justiça e de paz.
PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
- Adélio Francisco.


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