"O SEGUNDO ANÚNCIO DA PAIXÃO, E O IMPOSTO DO TEMPLO "
O SEGUNDO ANÚNCIO DA PAIXÃO, E O IMPOSTO DO TEMPLO
Evangelho.
MT 17,22-27
Meditação.
Nesta semana celebramos a Semana Nacional da Família. Que possamos demonstrar nosso amor com as famílias participando e levando nosso carinho de irmão(a) cuidando para que todos tenham vida. "O amar é a nossa missão : a família plenamente viva."
A coerência de Jesus tem algo de único, a saber, a certeza de que tem de encontrar no centro da obra de Deus e de realizar exatamente o que Deus espera e quer neste mundo. A sua conduta, a sua consciência é coerente. A consciência de Jesus não é construção mística, mas mistério que se revela e se dá.
No Evangelho de hoje que a liturgia nos convida a refletir, o evangelista apresenta o texto em dois blocos : no primeiro apresenta o "segundo anúncio da paixão." Veja que Jesus está sempre preparando os seus seguidores. Enquanto caminhava pela Galiléia, Jesus lhes disse : "O Filho do Homem deverá ser entregue nas mãos dos homens. Eles irão matá-lo," mas no terceiro dia ressuscitará." E eles ficaram profundamente aflitos. Vemos que a partir do ponto de vista histórico, é muito provável que Jesus previsse a sua morte violenta. A sua pregação e alguns dos gestos mais significativos de seu mistério (comer com os pecadores, ruptura com a família, purificação do templo, não observar o sábado...) despertaram a oposição contra ele, que muito bem poderia fazê-lo prever uma morte violenta.
Dos três anúncios da paixão, esse é o que mais prevê, situa-se na Galiléia e apresenta a reação dos discípulos : entristeceram -se muito, para mostrar que a compreensão e a fé dos discípulos ainda não são plenas.
No segundo bloco deste texto, o evangelista narra a chegada em Cafarnaum. Assim que chegaram, aqueles que cobravam o imposto do Tempo, aproximaram-se de Pedro e lhes perguntaram : "O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” "Paga sim "--- respondeu Pedro. Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo : "Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estrangeiros?" Pedro respondeu: "Dos estrangeiros", Jesus replicou: "Os filhos, então, estão isentos. Porém não convém escandaliza-los. Vai ao mar, lança o anzol e ao primeiro peixe que pegares, abre a boca e encontrarás duas moedas. Toma-o e dá-o por mim e por ti.
O texto do Evangelho fala-nos da atitude de Jesus em relação ao pagamento das taxas. À medida que o cristianismo se distanciava da instituição cultural-judaica, colocou-se a questão do imposto para o culto, e as comunidades dividiram -se entre partidários da emancipação.
O pagamento de taxas era um símbolo de submissão ao poder temporal. Jesus, mesmo sendo o Filho do Pai que não se submete a poder algum, quer pagar suas dívidas para não dar mau exemplo e para assumir inteiramente a condição humana atingida pela calúnia.
Entretanto, mais tarde, diante do tribunal de Pilatos, Jesus é acusado de não observar a lei e de ser um subversivo.
E em tempos difíceis, também nós precisamos estar prontos para sofrer, às vezes por ter nossa condição.
PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
-Adélio Francisco.
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