"O SEGUNDO ANÚNCIO DA PAIXÃO, E O IMPOSTO DO TEMPLO "

  O SEGUNDO ANÚNCIO DA PAIXÃO, E O IMPOSTO DO TEMPLO




10 de agosto de 2025.  

Segunda-feira da 19ª Semana do Tempo Comum

{Memória de a Santa Clara, patrona da televisão}

 Semana Nacional da Família

  Evangelho. 

 MT 17,22-27


Naquele tempo, 22 quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23 Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará". E os discípulos ficaram muito tristes. 24 Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: "O vosso mestre não paga o imposto do Templo?" 25 Pedro respondeu: "Sim, paga". Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: "Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?" 26 Pedro respondeu: "Dos estranhos!" Então Jesus disse: "Logo os filhos são livres. 27 Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti".

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Meditação.   


   Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti". (Mt17,27)

Nesta semana celebramos a Semana Nacional da Família. Que possamos demonstrar nosso amor com as famílias participando e levando nosso carinho de irmão(a) cuidando para que todos tenham vida. "O amar é a nossa missão : a família plenamente viva."

 A coerência de Jesus tem algo de único, a saber, a certeza de que tem de encontrar no centro da obra de Deus e de realizar exatamente o que Deus espera e quer neste mundo. A sua conduta, a sua consciência é coerente. A consciência de Jesus não é construção mística, mas mistério que se revela e se dá. 

   No Evangelho de hoje que a liturgia nos convida a refletir, o evangelista apresenta o texto em dois blocos : no primeiro apresenta o "segundo anúncio da paixão." Veja que Jesus está sempre preparando os seus seguidores. Enquanto caminhava pela Galiléia, Jesus lhes disse : "O Filho do Homem deverá ser entregue nas mãos dos homens. Eles irão matá-lo," mas no terceiro dia ressuscitará." E eles ficaram profundamente aflitos. Vemos que a partir do ponto de vista histórico, é muito provável que Jesus previsse a sua morte violenta. A sua pregação e alguns dos gestos mais significativos de seu mistério (comer com os pecadores, ruptura com a família, purificação do templo, não observar o sábado...) despertaram a oposição contra ele, que muito bem poderia fazê-lo prever uma morte violenta. 

       Dos três anúncios da paixão, esse é o que mais prevê, situa-se na Galiléia e apresenta a reação dos discípulos : entristeceram -se muito, para mostrar que a compreensão e a fé dos discípulos ainda não são plenas. 

       No segundo bloco deste texto, o evangelista narra a chegada em Cafarnaum. Assim que chegaram, aqueles que cobravam o imposto do Tempo, aproximaram-se de Pedro e lhes perguntaram : "O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” "Paga sim "--- respondeu Pedro. Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo : "Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra tributos ou impostos? De seus filhos ou dos estrangeiros?" Pedro respondeu: "Dos estrangeiros", Jesus replicou: "Os filhos, então, estão isentos. Porém não convém escandaliza-los. Vai ao mar, lança o anzol e ao primeiro peixe que pegares, abre a boca e encontrarás duas moedas. Toma-o e dá-o por mim e por ti.

  O texto do Evangelho fala-nos da atitude de Jesus em relação ao pagamento das taxas. À medida que o cristianismo se distanciava da instituição cultural-judaica, colocou-se a questão do imposto para o culto, e as comunidades dividiram -se entre partidários da emancipação. 

   O pagamento de taxas era um símbolo de submissão ao poder temporal. Jesus, mesmo sendo o Filho do Pai que não se submete a poder algum, quer pagar suas dívidas para não dar mau exemplo e para assumir inteiramente a condição humana atingida pela calúnia. 

      Entretanto, mais tarde, diante do tribunal de Pilatos, Jesus é acusado de não observar a lei e de ser um subversivo. 

   

    E em tempos difíceis, também nós precisamos estar prontos para sofrer, às vezes por ter nossa condição.


PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!

-Adélio Francisco.


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