SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE JESUS CRISTO




 19 de junho de 2025.  


Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo


  Evangelho  


Lc 9, 11b-17

Naquele tempo, 11b Jesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam.
12A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto”.
13Mas Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam: “Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente”.
14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: “Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta”.
15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.



  Meditação.  


Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão (Lc 9, 16)


    A festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é a maior catequese sobre Deus-conosco, Deus-em -nos, Deus que caminha conosco. Não é por acaso que o povo chama a Eucaristia de comunhão: comunhão com Deus, que nos leva forçosamente à comunhão com as criaturas e, sobretudo, com as criaturas humanas. Em muitas paróquias hoje leva-se festivamente o Santíssimo Sacramento pelas ruas da cidade. É, sim, uma profissão pública de fé. Mas é também uma forma de expressar essa comum/união, essa comunhão de Deus com a sociedade e com tudo o que envolve a sociedade. Cristo passa por ruas de mais de dois mil anos ; Cristo passa por ruas recém-abertas; Cristo passa pelo Centro de vilas rurais; Cristo passa pelas avenidas das grandes cidades. Cristo ontem, hoje e sempre no meio da geografia e da história humana: Ele mesmo disse "Estarei convosco até o fim dos tempos". Envelhece as pessoas, envelhecem as cidades. Cristo, não.
Mudam os tempos, sucedem -se as gerações, criam-se novos ritos e o Cristo permanece o mesmo, vivo e verdadeiro Deus no meio das criaturas.
O evangelho então conta -nos o momento em que Jesus multiplicou os pães e os peixes. Nos fazendo recordar o gesto em que Ele instituiu o Sacramento da Eucaristia, como sinal da nova e perene aliança, selada com seu sangue derramado na cruz. A eucaristia torna-se o memorial e a perpetuação da nova aliança. Partir o pão e sobre ele pronunciar uma oração de benção nada tinha de diferente. Era um gesto que todo pai de família fazia na ceia pascal. Uma ceia, por sinal, que celebrava a liberação. A novidade está nas palavras pronunciadas por Jesus: "isto é o Meu Corpo ... isto é o Meu Sangue". Estas palavras dão um novo sentido ao gesto do partir e repartir o pão e o vinho. Justamente o sentido da aliança, da comunhão com Ele, da comunhão fraterna com o próximo.
Uma comunhão que conta com a presença de Jesus. Não mais sua presença física. Mas sua presença de um ressuscitado, uma presença misteriosa, mas verdadeira. Uma presença que, enquanto permanece na comunidade, cristifica toda a comunidade. Uma presença que nos recorda sempre de novo sua encarnação, sua morte e sua ressurreição. Uma presença que se faz alimento. Alimento que nos garante a participação na vida Divina. Quando comemos, os alimentos se transformam em carne e sangue. Quando comungamos, o Cristo/ alimento é que nos assimila e nos diviniza, elevando-nos de criaturas insuficientes à gloriosa condição de filhos de Deus. O próprio Jesus afirmou: " quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna". "Cristo assumiu a condição de servo por solidariedade com o ser humano. A Eucaristia: memorial de vida, santidade e comunhão! 
  
 Meus irmãos e minhas irmãs: o que Ele espera é que façamos o que Ele fez . Que nos entreguemos totalmente nas mãos do Pai, e nos coloquemos à disposição para o bem dos irmãos. 
    
 PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
--Adélio Francisco.

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