Temos que ter um coração de criança
Temos que ter um coração de criança
Evangelho.
21 de maio de 2024
Terça-feira da 7ª Semana do Tempo Comum.
Evangelho.
Mc 9,30-37
Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”.
32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.
35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 37“Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas aquele que me enviou”.
Meditação.
O que vocês estavam discutindo pelo caminho? (Mc 9, 33)
Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”.
32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.
35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 37“Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas aquele que me enviou”.
Meditação.
O que vocês estavam discutindo pelo caminho? (Mc 9, 33)
No Evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, vemos que a discussão que surge entre os discípulos confirma uma falsa compreensão do mistério de Jesus e tem consequências desastrosas na vida do crente e na concepção dos ministérios eclesiais. A acolhida e o serviço devem ser seus aspectos essenciais. Para ilustrar isso, Jesus se identifica com uma criança. Por isso, aquele que acolhe os mais simples e humildes, acolhe a Jesus mesmo. É assim que deve atuar o discípulo autêntico. A criança, na época de Jesus, nunca foi descrita como um modelo de inocência, como fazemos em nossos dias. A criança é aquela que depende totalmente dos demais. O contrário do que pretendiam os discípulos, que buscavam a autonomia e o poder. Para Jesus, o fundamental era o combate do Reino contra os poderes do mal, quem quer que fosse. O poder de Deus podia atuar fora daqueles que pertencessem ao grupo dos escolhidos por Jesus.
Meus irmãos e irmãs: entre nós, discípulos de hoje, e os discípulos de ontem, parece não haver muita diferença. Continuamos procurando de todas as maneiras o primeiro lugar, a posição de importância. Como eles, também nós precisamos de conversão. E para isso precisamos da ajuda do Senhor, para vencer o orgulho e a vaidade que ainda, pelo menos de vez em quando, perturbam nossa caminhada de discípulos.
Geralmente lemos essa passagem do Evangelho com uma sombra de sorriso irônico. Como aqueles homens que viviam com Jesus podiam continuar tão infantis e vaidosos? O sorriso de ironia logo se apaga quando olhamos para nós mesmos, para nosso modo de agir na família, na sociedade, em nossa vida de Igreja. Depois de tanto tempo somos discípulos igualmente infantis e vaidosos.
PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
-- Adélio Francisco
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