SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
08 de junho de 2023
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Evangelho
Jo 6,51-58
Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: 51“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. 52Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.
MEDITAÇÃO
A festa do Corpo e Sangue de Cristo é a maior catequese sobre Deus-conosco, Deus-em -nos, Deus que caminha conosco. Não é por acaso que o povo chama a Eucaristia de comunhão: comunhão com Deus, que nos leva forçosamente à comunhão com as criaturas e, sobretudo, com as criaturas humanas. Em muitas paróquias neste dia como de hoje, levava-se festivamente o Santíssimo Sacramento pelas ruas da cidade. É, sim, uma profissão pública de fé. Mas é também uma forma de expressar essa comum/união, essa comunhão de Deus com a sociedade e com tudo o que envolve a sociedade. Mediante a nossa fé, temos certeza que Cristo passa por ruas de mais de dois mil e vinte anos ; Cristo passa por ruas recém-abertas; Cristo passa pelo Centro de vilas rurais; Cristo passa pelas avenidas das grandes cidades.... Cristo ontem, hoje e sempre no meio da geografia e da história humana: Ele mesmo disse "Estarei convosco até o fim dos tempos". Envelhece as pessoas, envelhecem as cidades, Cristo, não.
Mudam os tempos, sucedem -se as gerações, criam-se novos ritos e o Cristo permanece o mesmo, vivo e verdadeiro Deus no meio das criaturas.
O evangelho então conta-nos o momento em que Jesus instituiu o sacramento da eucaristia, como sinal da nova e perene aliança, selada com seu sangue derramado na cruz. A Eucaristia torna-se o memorial e a perpetuação da nova aliança. Partir o pão e sobre ele pronunciar uma oração de benção, nada tinha de diferente. Era um gesto que todo pai de família fazia na ceia pascal. Uma ceia, por sinal, que celebrava a liberação. A novidade está nas palavras pronunciadas por Jesus: "isto é o Meu Corpo ... isto é o Meu Sangue". Estas palavras dão um novo sentido ao gesto do partir e repartir o pão e o vinho. Justamente o sentido da aliança, da comunhão com Ele, da comunhão fraterna com o próximo.
Uma comunhão que conta com a presença de Jesus. Não mais sua presença física. Mas sua presença de ressuscitado, uma presença misteriosa, mas verdadeira. Uma presença que, enquanto permanece na comunidade, cristifica toda a comunidade. Uma presença que nos recorda sempre de novo sua encarnação, sua morte e sua ressurreição. Uma presença que se faz alimento. Alimento que nos garante a participação na vida divina. Quando comemos, os alimentos se transformam em carne e sangue. Quando comungamos, o Cristo/ alimento é que nos assimila e nos diviniza, elevando-nos de criaturas insuficientes à gloriosa condição de filhos de Deus. O próprio Jesus afirmou: " quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna". "Cristo assumiu a condição de servo por solidariedade com o ser humano. A Eucaristia: memorial de vida, santidade e comunhão!
De nós o que Ele espera é que façamos o que Ele fez . Que nos entreguemos totalmente nas mãos do Pai, e nos coloquemos à disposição para o bem dos irmãos.
PERMANECEMOS NA SANTA PAZ DE DEUS!
--Adélio Francisco.

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